Em eleição bastante disputada, decidida em segundo turno, a Academia Paraibana de Letras elegeu, nesta sexta-feira, o escritor e cineasta João Batista de Brito como o novo ocupante da cadeira de número 3 que pertenceu ao escritor Eilzo Matos. Por três votos de diferença - 19 a 16 - superou o escritor Palmari Lucena, numa eleição democrática e de muito respeito entre os candidatos. João Batistsa mostrou-se feliz e muto honrado em fazer parte da instituição “que reúne elite intelectual da Paraíba”. Já o candidato Palmari Lucena, que obteve expressiva votação, ficando a apenas 3 votos do vencedor, escreveu uma carta à instituição da qual retiramos aguns trechos que publicamos ao lado.
Palmari Lucena acata o resultado,
exalta a APL e parabeniza o vencedor
Após divulgado o resultado da eleição, em que obteve número expressivo de votos, mas insuficientes para a sua vitória, o escritor Palmari Lucena usou as redes sociais para divuilgar uma mensagem aos acadêmicos e a sociedade paraibana.
“Recebo com serenidade o resultado da eleição para esta Academia de Letras. Ao fazê-lo, recordo a lição imortal de Rudyard Kipling em If—: é preciso encontrar o Triunfo e o Desastre e tratar “esses dois impostores da mesma maneira”. A vitória não deve nos envaidecer; a derrota não deve nos diminuir. Ambas são passageiras. O que permanece é o caráter, a obra e a fidelidade aos valores que orientam uma vida.
Parabenizo o confrade eleito, desejando-lhe uma trajetória fecunda e inspiradora em benefício desta respeitável Academia. Cumprimento, igualmente, todos os acadêmicos que participaram do processo eleitoral, honrando uma tradição que faz das instituições de cultura espaços de pluralidade, diálogo e livre escolha.
Aos que me distinguiram com seu voto, manifesto minha mais profunda gratidão. Aos muitos amigos que me incentivaram, apoiaram e caminharam ao meu lado, deixo meu sincero reconhecimento.As eleições são apenas um trecho da travessia, jamais o seu destino. Ainda há muitas veredas a percorrer, muitos livros a ler e a escrever, muitas memórias a preservar e muitas ideias a compartilhar. O compromisso que sempre orientou minha trajetória jamais foi com uma cadeira, mas com a palavra; jamais com um título, mas com a cultura; jamais com o instante, mas com aquilo que resiste ao tempo.
Sigo adiante com a serenidade de quem compreende que o verdadeiro legado não se define por um único veredito. Ele nasce do trabalho perseverante, da integridade, da curiosidade intelectual e da permanente disposição de servir”.

